Como a gestão de facilities alavanca resultados no setor bancário
Bancos múltiplos tradicionais e digitais estão empenhados em ampliar o trabalho presencial. Nesses segmentos, é hora de redimensionar espaços de trabalho e áreas comuns, pensar em retrofit de ambientes e tecnologias, atualizar os serviços de limpeza, manutenção e inspeção dos ativos imobiliários e investir na oferta de amenidades.
As mudanças nos espaços alcançam também as agências. Os modelos tradicionais estão dando lugar a lojas, focadas em atendimento consultivo e vendas de produtos, com gradual redução de serviços.
“Com isso, os espaços podem ser repensados e otimizados. Agências que ocupavam dois andares, por exemplo, ficam bem-acomodadas em um piso apenas, permitindo reduzir o custo de aluguel ou encontrar um novo uso para o espaço ocioso”, afirma a diretora LatAm de Desenvolvimento de Soluções da JLL, Fatima Bottameli.
A executiva explica que, nos bancos de investimentos, o desafio inclui, ainda, criar ambientes mais elaborados não só para clientes, mas para funcionários. “Nesse segmento, as amenidades estão mais para serviços de concierge e hospitalidade, oferta de alimentação mais sofisticada e consumíveis premium. Devemos garantir um atendimento superior para que tudo funcione perfeitamente para tornar o ambiente mais produtivo”, comenta Fatima.
Além de otimizar custos, atualizar o layout dos espaços e aumentar a eficiência, toda essa movimentação tem uma motivação clara: atrair talentos para o trabalho presencial em um momento em que salário não é mais o principal componente na hora de escolher onde trabalhar. Um estudo da JLL aponta que bem-estar integral, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e experiência e satisfação no escritório ganham cada vez mais peso nessa decisão.
Disputa por mão de obra
A diretora da JLL lembra que, no setor bancário e de serviços financeiros, tecnologia está intimamente relacionada à transformação digital, inovação em produtos e agilidade e flexibilidade no atendimento. Esse cenário coloca, assim, a atração e a retenção de especialistas na área de tecnologia entre as principais preocupações dos executivos desse mercado.
Afinal, o setor disputa talentos diretamente com a indústria de tecnologia, que se destaca por grande oferta de vagas, salários acima da média e por políticas de trabalho remoto mais flexíveis. Além disso, quem vai trabalhar no escritório encontra ambientes envolventes, amenidades inovadoras e estratégias focadas no ser humano. Ao mesmo tempo que concorre com os bancos e as empresas de serviços financeiros por mão de obra, o setor de tecnologia pode aspirar inovações para seus escritórios.
Diante desse cenário de constante transformação, o patrimônio imobiliário pode ser fonte de vantagens competitivas que oferecem a infraestrutura necessária, favorecem não só a eficiência operacional, mas o bem-estar das pessoas, fortalecem as equipes e facilitam chegar aos resultados financeiros desejados.
“Uma consultoria de facilities management especializada, antenada com as tendências e munida das ferramentas certas, é essencial para entender as especificidades e os desafios de cada empresa e de seus funcionários e para prepará-las para o futuro. É preciso conhecimento, experiência e ferramentas para elaborar uma estratégia robusta e criativa de ambientes e gestão de escritórios, agências, centrais de atendimento e data centers de modo a mitigar riscos, criar as melhores experiências para clientes e funcionários e maximizar resultados”, afirma Fatima.
Decisões baseadas em dados
A tecnologia é imprescindível para controlar portfólios imobiliários grandes como os do setor bancário, abrangendo todos os aspectos dessa gestão, como documentação, controle de fluxo de pessoas e de terceiros, orçamento, entre outros.
Por isso, Fatima Bottameli alerta que a empresa de facilities management também precisa estar suportada por tecnologia avançada para que as decisões sejam tomadas com base em dados, e não em percepções.