Experiências no local de trabalho viram estratégia para produtividade e retenção
A forma como as pessoas se sentem no ambiente de trabalho tornou-se um fator decisivo para o desempenho das organizações. Em um cenário marcado por trabalho híbrido, mudanças nas expectativas dos profissionais e aumento dos índices de burnout, criar experiências positivas no escritório passou a ser uma estratégia de negócio.
De acordo com estudos globais da JLL, uma parcela significativa dos colaboradores considera deixar suas empresas nos próximos 12 meses, sendo o esgotamento emocional um dos principais motivos. Este é um indicativo de que experiências negativas no ambiente corporativo impactam diretamente a produtividade e a retenção de talentos.
“Quando falamos de experiência no local de trabalho, estamos falando de como o espaço, a cultura e a gestão se conectam para gerar sentimentos positivos. E isso tem impacto direto em engajamento, produtividade e criatividade”, afirma Dante Righetto, gerente comercial de Serviços de Portfólio da JLL.
Mais do que salários e benefícios, os profissionais buscam hoje experiências significativas, que envolvem reconhecimento genuíno, conexão com o propósito organizacional, flexibilidade inteligente e cuidado com o bem-estar físico e emocional.
Estudos indicam que colaboradores que vivenciam experiências positivas no trabalho podem ser mais produtivos, mais criativos e mais engajados com a empresa. Isso significa que investir em experiência vai além da retenção de talentos; trata-se de impulsionar resultados.
Segundo Righetto, o desafio atual está em entender profundamente o perfil dos usuários do espaço. “Não existe uma solução única. É fundamental medir, ouvir as pessoas e desenhar estratégias que façam sentido para cada público, considerando diferentes momentos da jornada do colaborador”, explica.
Pessoas, espaços e tecnologia no centro da estratégia
Três pilares são essenciais para a construção de experiências positivas no ambiente de trabalho: pessoas, espaços e tecnologia. No campo humano, ganham destaque iniciativas ligadas à saúde mental, segurança psicológica e liderança empática. Já nos espaços físicos, o foco está em escritórios mais desejáveis, flexíveis e alinhados às novas formas de trabalhar, com áreas que atendam tanto à colaboração quanto ao foco individual.
“A transição para o trabalho híbrido mostrou que o escritório precisa ser mais do que um local de presença. Deve oferecer qualidade, propósito e experiências que façam as pessoas quererem estar ali”, destaca o especialista da JLL.
No eixo tecnológico, soluções digitais, edifícios inteligentes e ferramentas de colaboração imersiva ampliam a eficiência e ajudam a personalizar a experiência do usuário, deixando os ambientes mais responsivos às necessidades dos ocupantes.
“Criar experiências positivas no local de trabalho não é apenas uma pauta de RH ou de real estate. É uma decisão estratégica que conecta pessoas, cultura e resultados. Organizações que investem de forma estruturada na experiência do colaborador fortalecem sua marca empregadora, reduzem custos associados à rotatividade e aumentam o valor de seus ativos imobiliários”, conclui o gerente comercial de Serviços de Portfólio da JLL.