Avenida Paulista tem desempenho impulsionado por escritórios e varejo
A Avenida Paulista vem retomando seu papel de destaque no mercado imobiliário de São Paulo, impulsionada, simultaneamente, pela ocupação de escritórios e pela revitalização do varejo de rua. Dados da JLL mostram que esse endereço histórico voltou a se destacar em 2025, consolidando sua atratividade. No quarto trimestre de 2025, a área corporativa da Avenida Paulista registrou 263.696 m² de estoque, com uma vacância extremamente baixa, de 4,3%, e preço pedido médio de R$ 131/m².
Essa taxa de vacância é particularmente notável quando comparada a outras regiões cobiçadas da cidade, como Faria Lima (13%), Berrini (10,4%) e JK (8,5%). Apesar da alta demanda, o preço pedido médio tem limitações por causa da qualidade do estoque, predominantemente antigo. Na vizinha Rebouças, por exemplo, que tem prédios novos e modernos, esse valor chega a R$ 180/m².
“A Avenida Paulista é um endereço tradicional da cidade não só pela sua importância corporativa, mas artística, cultural e social. A baixa vacância e os valores consistentes de aluguel mostram que empresas continuam a enxergar valor estratégico em estar neste eixo urbano, especialmente em meio a um mercado de oferta limitada e alta competitividade por espaços qualificados”, afirma Yara Matsuyama, diretora de Locação da JLL.
Integração entre trabalho, cultura e vida urbana
Além do mercado corporativo, a Avenida Paulista e seu entorno também se destacam como um polo de vida cultural, lazer e comércio, atraindo fluxo contínuo de trabalhadores, moradores e turistas ao longo de todo o dia. É um diferencial que contribui diretamente para a revitalização de lojas de rua, restaurantes e serviços.
“Esse cenário favorece a presença de marcas varejistas que buscam exposição em endereços com elevado tráfego de pessoas e visibilidade. O mix entre atividades corporativas e culturais cria uma sinergia que reforça o potencial da Paulista como destino urbano completo, em linha com a tendência global de reconectar trabalho, mobilidade e consumo no coração das metrópoles”, avalia a executiva da JLL.
Uma combinação de fatores explica o boom de interesse pela Paulista:
- Retomada da ocupação pós-pandemia, com empresas buscando espaços físicos;
- Valor estratégico do endereço histórico, aliado a investimentos em retrofit e modernização de edifícios existentes;
- Oferta limitada de grandes lajes corporativas em regiões premium, elevando a competitividade por espaços de qualidade;
- Integração entre uso corporativo e urbano, com a oferta de transporte, serviços, cultura e varejo que favorecem a vida no entorno da avenida.
A modernização da Avenida Paulista reforça que a centralidade urbana continua sendo um diferencial competitivo para empresas e investidores no mercado imobiliário corporativo. Endereços que combinam infraestrutura, mobilidade, serviços e experiência urbana ganham ainda mais relevância.
“O desempenho da Paulista mostra como endereços com infraestrutura consolidada e forte identidade urbana seguem atraindo ocupantes e dinamizando o mercado imobiliário, mesmo em um contexto competitivo com outras regiões importantes de São Paulo”, conclui a diretora de Locação da JLL.