São Paulo estabelece recorde histórico de absorção e registra menor taxa de vacância de escritórios em 14 anos
O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo encerrou o ano de 2025 mantendo um ritmo sólido de atividade e atingiu recorde histórico de absorções bruta e líquida, segundo levantamento First Look realizado pela JLL. A taxa de vacância atingiu 14,7% no quarto trimestre, o menor nível registrado em 14 anos, refletindo a continuidade do bom momento do setor.
O preço médio na capital é de R$ 117/m², 12% a mais do que no ano anterior. Ao todo, foram entregues 84 mil m² em novos empreendimentos na cidade. Outro recorde do período foram as transações de grandes lajes, acima de 10 mil m². Foram feitas 10 locações dentro desse perfil em 2025, maior volume desde 2016. “Isso corrobora o movimento de fortalecimento do trabalho presencial, que vive uma terceira onda de retomada”, aponta Yara Matsuyama, Diretora de Locações da JLL.
Entre os destaques do trimestre está a região Pinheiros/Vila Madalena, que registrou maior absorção líquida do período, impulsionada pela movimentação do Nubank – 15 mil m² no edifício Capote 210. Outra grande negociação aconteceu na Marginal Central, que locou aproximadamente 14 mil m² pela Wise.
“O volume de grandes locações mostra que as empresas seguem investindo em espaços corporativos como parte estratégica de seus negócios, priorizando eficiência, localização e ativos de alta performance”, destaca Matsuyama.
Boas perspectivas para 2026
O ano de 2026 promete ser agitado, com Copa do Mundo e eleições nacionais. Porém, a expectativa é que esses eventos não interfiram de forma decisiva, levando à manutenção do bom nível de atividade. “A terceira onda de retorno ao trabalho presencial está forte e deve sustentar a demanda por espaços corporativos de qualidade”, afirma a executiva da JLL.
Estima-se a entrega de cerca de mais 150 mil m² de novo estoque, o que pode gerar ajustes pontuais na taxa de vacância, especialmente em regiões específicas. Ainda assim, a perspectiva é de volume elevado de negociações, absorvendo parte relevante dessa nova oferta.
“Mesmo com a entrada de novo estoque, o mercado segue em um bom momento. A previsão é de muitas negociações ao longo do ano, com eventuais desacelerações pontuais no período mais próximo às eleições, algo já esperado em anos eleitorais”, completa Matsuyama. “Trata-se de um mercado maduro, com dinâmica própria e sustentada por fundamentos sólidos, independentemente do calendário político”, finaliza.