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Entre as mudanças pelas quais o mundo corporativo tem passado, uma das mais proeminentes é a questão da diversidade nas organizações. Muitas vezes, essa conversa traz os termos diversidade, igualdade, equidade e inclusão como se fossem sinônimos, mas é importante compreender o que cada um representa. Para explicar mais sobre o assunto, Washington Botelho, CEO Latam da JLL Work Dynamics e presidente do comitê de CEOs do WTC, reuniu Viveka Kaitila, CEO da GE Brasil, e Wagner Venturini, professor da ESPM e membro da Diretoria de Diversidade e Inclusão da Associação dos Profissionais de Propaganda do Brasil (APP Brasil). Eles participaram do podcast Conexão C-level, uma parceria da JLL e do WTC Business Club, com o apoio da ESPM.

“A diversidade prevê um universo múltiplo, com pessoas diferentes não só em cor, em gênero, em orientação sexual, mas em corpos e em realidades sócio-culturais e econômicas. A igualdade prevê, por lei, que todos nós somos iguais tanto em direitos quanto em deveres. A equidade observa a diferença existente e promove uma correção dessas diferenças. Então, não basta ter um ambiente somente igualitário, ele também precisa da equidade para que você reconheça as diferenças e elabore ações para garantir um ambiente diverso e inclusivo”, explica Venturini.

Botelho, que tem um longo histórico de participação e liderança em projetos de diversidade, dentro e fora da JLL, conta como entrou em contato e passou a se conectar mais com essas questões.

“Muito tempo atrás, desenvolvi um projeto em uma companhia para avaliar o grau de retenção dos colaboradores. E a conclusão foi que as mulheres entre 30 e 45 anos ficavam mais tempo no trabalho, enquanto os homens mudavam com mais facilidade. Estratificando para mulheres na faixa de 40 anos e com filhos, o grau de lealdade delas era excepcional. E mais do que isso: elas tinham melhores resultados. Porque, no fim do dia, quando nós falamos de diversidade, igualdade e equidade, o que se espera é que isso tudo contribua para melhores resultados”, afirma o executivo da JLL.

A CEO da GE Brasil, que acumula 26 anos de casa, também compartilhou sua experiência pessoal de ser uma mulher em um ramo tão masculino como a indústria.

“A GE passou por várias mudanças ao longo do período e estou aqui agora para ajudar a população de mulheres e de outras diversidades a ter uma jornada cada vez melhor nesse caminho. Quando vejo uma vaga e vejo uma mulher preparada, eu a incentivo. Você não precisa saber tudo; o que você sabe é o suficiente e o resto vai aprendendo com a carreira. Naquela época, não tinha ninguém que me falasse isso. As mulheres precisam ter coragem também”, diz Kaitila.