Pesquisa Future of Work 2026 – Relatório para a América Latina
Atualmente, 78% dos líderes empresariais e de real estate reconhecem que a inteligência artificial terá um impacto significativo em suas estratégias de portfólio e funções nos próximos três a cinco anos. No entanto, apenas 15% progrediram além da exploração e implementação inicial para otimizar ativamente a IA em suas operações imobiliárias e se preparar para mudanças organizacionais impulsionadas por essa tecnologia. A lacuna reflete a complexidade de avaliar o impacto da tecnologia nos estágios iniciais de adoção empresarial, quando os efeitos sobre a força de trabalho não estão claros e a maioria das empresas permanece em modo de avaliação.
Reunindo perspectivas de mais de 2.200 executivos C-level e líderes de real estate em 21 países, nossa pesquisa revela três desafios críticos.
Destaques principais
Primeiro, as decisões de portfólio aguardam estratégias mais claras de força de trabalho corporativa. A transformação imobiliária depende de decisões de CEOs e CHROs sobre quais funções a IA transformará, como os padrões de colaboração evoluirão e onde o talento se concentrará.
Segundo, as lacunas de habilidades agora superam as restrições orçamentárias. Pela primeira vez em 15 anos desta pesquisa, a principal barreira para a criação de valor em real estate não é dinheiro, mas a escassez de talentos preparados para o futuro.
Terceiro, uma desconexão entre aspiração e viabilidade financeira. As organizações almejam portfólios habilitados por IA e de qualidade premium, mas enfrentam pressões duplas de investimento — custos básicos crescentes (aluguel, energia, OpEx) combinados com novas demandas de infraestrutura e tecnologia de IA.
Os 15% das organizações que estão navegando com sucesso por esses desafios estão focando em resolver sistematicamente as restrições dentro de seu controle, enquanto constroem capacidade adaptativa — em nível de portfólio e estrutural — para forças que não podem prever.