Mercado logístico bate novo recorde de absorção e vacância segue em queda | 2T 2026
Autores
Rafael Picerni
O primeiro semestre de 2026 registrou mais um recorde para o mercado de galpões logísticos de alto padrão no Brasil. A taxa de vacância chegou ao menor índice histórico: 5,5%, dentro de um cenário recorde de absorções. Estudo realizado pela JLL aponta que, no período, a absorção bruta acumulada foi de 2,8 milhões de m² e a líquida de 2,1 milhões de m². Se compararmos com 2025, ano que registrou o melhor desempenho histórico de locações, isso já representa 60% e 68% dos resultados, respectivamente.
André Romano, gerente da Divisão Industrial e Logística da JLL, aponta que o mercado vive um momento de escassez de oferta de espaços. “Isso faz com que os ativos estratégicos sejam mais disputados, levando as empresas a precisarem planejar suas movimentações de longo prazo e serem ágeis na tomada de decisão. Quem demora a escolher sobre uma locação, tem perdido oportunidades”, revela. Até o final de 2026, mais 2,7 milhões de m² estão projetados para serem entregues, sendo que 50% já chegará ao mercado pré-locado.
Polos regionais em expansão
São Paulo segue como protagonista do mercado de galpões no Brasil. Com taxa de vacância de 5%, abaixo da média nacional e a menor já registrada, o estado manteve sua liderança nacional, concentrando 46% da absorção líquida no país (446 mil m²). De acordo com a pesquisa da JLL, somente o Mercado Livre foi responsável por 236 mil m² locados.
Em paralelo, dois eixos regionais apontam estar em expansão. Pernambuco e Santa Catarina aparecem com alto desempenho de locações, ficando atrás somente de São Paulo. No trimestre, a absorção líquida foi de 140 mil m² e 113 mil m², respectivamente. “Estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro seguem como importantes polos logísticos, mas a ascensão de outras localidades mostra que as demanda por espaços de qualidade está nacionalizada”, avalia Rafael Picerni, analista de Pesquisa e Estratégia da JLL.