Escritórios de alto padrão atingem a menor vacância dos últimos 17 anos em São Paulo - 2T 2026
Autores
David Aguiar
Por mais um trimestre consecutivo, a taxa de vacância dos escritórios de alto padrão em São Paulo registrou queda. O índice fechou o primeiro semestre em 13,1%, o menor já registrado na cidade nos últimos 17 anos pela JLL. De acordo com estudo da consultoria, o mercado já atingiu 48% – 336 mil m² – da absorção bruta prevista para 2026 e contou com a entrega de 24% do novo estoque previsto para o ano.
O preço médio dos aluguéis subiu 13,7% no último ano e acumula alta de 32,7% desde o primeiro trimestre de 2024. Esses valores são impulsionados pelo grande volume de transações e por regiões como Berrini e pela Vila Olímpia. Este é o 8º trimestre consecutivo com registro de transações acima de 10 mil m².
“Temos reforçado junto a nossos clientes que ocupantes que buscam espaços de grandes dimensões estão encontrando dificuldades. A oferta de lajes corporativas acima de 10 mil m² reduziu de 17 para 7 edifícios, forçando as empresas a buscarem outras alternativas”, analisa Yara Matsuyama, diretora de Locações da JLL.
Algumas regiões estão com vacância muito abaixo da média da cidade. É o caso de Paulista (2,8%) e Rebouças, que segue com vacância em 0% pelo segundo trimestre consecutivo. “Não devemos ver o índice subir na Rebouças tão cedo porque todo o estoque que será entregue na região já está pré-locado. No caso da Paulista, não há previsão de novos empreendimentos de alto padrão a curto prazo”, revela David Aguiar, analista de Pesquisa e Estratégia da JLL.
Dentre as maiores absorções do período estão 11,2 mil m² da Claro na Chucri Zaidan, 9 mil m² da Braskem na Chácara Santo Antônio e 4,5 mil m² do BTG Pactual na Nova Faria Lima. “Nesse cenário, vale destacar o desempenho da Chácara, que diante da escassez de lajes acima de 10 mil m² em vários pontos da cidade, tem se mostrado um polo atrativo, com empreendimentos de qualidade e boa infraestrutura”, pontua Matsuyama.